Mulher a transportar o filho num sling para bebé

Slings para Bebé

Sling, Baby sling!

 

Transportar o bebé junto ao corpo, sentir os seus batimentos cardíacos a cada instante, observar bem de perto a maturação dos seus comportamentos. Eis o sonho de qualquer mãe que não dispense o acompanhamento do seu bebé desde tenra idade.

 

Chama-se babywearing à técnica, utilizada há mais de dois séculos, para transportar um bebé a tiracolo junto do corpo da sua progenitora. Uma espécie de prolongamento da gravidez, que permite o fortalecimento dos laços criados entre mãe e filho.

 

Os slings para bebé (ou porta-bebés, em português) destacam-se pela sua utilidade e funcionalidade num mundo cada vez mais exigente.

As origens dos baby slings

A prática não é inovadora. Desde os primórdios da humanidade que os povos nómadas utilizavam as peles dos animais para carregar os próprios filhos enquanto se serviam das mãos para segurar outros bens que teriam de ser transportados. Também em plena época da revolução industrial, a falta de mão-de-obra levou muitas mulheres para as fábricas, locais onde tinham de permanecer várias horas consecutivas a trabalhar e com os filhos a tiracolo. 

 

 

O primeiro sling

 

O sling para bebé ou baby sling, o acessório que se adapta ao corpo da mãe e do seu bebé, nasceu em 1981 pela mão de Rayner Garner, um cidadão norte-americano residente no Havai. A necessidade por um porta-bebés seguro e confortável para a sua filha, que permitisse a amamentação e o ajuste ao corpo, levou-o a comprar e a testar vários panos e inúmeras formas de dobrar e enrolar tecidos. As várias tentativas empreendidas levaram-no à criação do baby sling, designação genérica de qualquer peça de tecido usada a tiracolo para suportar o peso do bebé.

 

Os slings para bebé repercutiram-se um pouco por todo o mundo. Muito por culpa do médico pediatra William Sears, que acabou por registar a patente da ideia de Rayner Garner.

 

 

O sling em Portugal 

 

Em Portugal, o acessório começou a ser usado há cerca de dez anos, e como todas as novidades, acabou por gerar estranheza numa primeira abordagem. Contudo, após experimentarem, muitas pessoas reconhecem a genialidade da invenção, pois o contacto do bebé com a mãe que o baby sling proporciona tem o condão de o fazer acalmar em alturas de maior agitação.

 

E se o mais usual é que os slings para bebés sejam usados pelas mães que, durante a licença de maternidade, estão mais tempo com os filhos, há já muitos pais a comprar para si próprios.

Os vários tipos de slings para bebé

Os vários tipos de tecido, as cores, os padrões e a elasticidade são alguns dos elementos que são levados em conta na escolha de um porta-bebés. Para além disso, para se escolher o baby sling apropriado, é igualmente necessário ter em atenção que existem vários tipos e para várias situações:

 

 

Pouch Sling 

 

O Pouch Sling é o mais simples e básico, embora seja também muito versátil. Usa-se a tiracolo e permite transportar o bebé deitado desde o nascimento e sentado a partir do momento em que segura a cabeça e até deixar de querer colo. Existe também o sling de argolas, do mesmo género do que o Pouch Sling, mas que permite regular o tamanho do tecido e a proximidade entre o bebé e o adulto que o transporta.

 

 

Panos e Wraps 

 

Os panos e wraps são outra das tipologias de slings, faixas de tecido de quatro a cinco metros que se enrolam à volta do corpo e onde se coloca o bebé.

 

 

Mochilas ergonómicas 

 

A mochila ergonómica é outro acessório para transportar bebés, indicado a partir dos seis meses, pela verticalidade da posição da criança.

Vantagens dos slings para bebé

Em Portugal, por ser uma tendência recente, ainda não existe nenhum estudo que comprove os benefícios ou malefícios para a saúde que possam advir da utilização do baby sling tanto para o bebé, como para a pessoa que o transporta.

 

No entanto, são apontadas algumas vantagens para os bebés resultantes da utilização dos slings: promovem e estimulam a interação dos bebés com os adultos, facilitam a adaptação das crianças a pessoas e ambientes estranhos e contribuem para fortalecer o vínculo entre pais e filhos.